A descoberta do autocuidado
Autocuidado

A descoberta do autocuidado

Dizer que estamos vivendo dias difíceis já se tornou clichê. É realmente um período histórico cheio de desafios, desigualdades sociais, atrocidades de todo tipo.

É normal que a gente fique chateada, tocada e indignada pelo que está acontecendo no nosso país e no mundo. Por vezes, nossas forças simplesmente se esvaem. Acredito que isso aconteça porque essas coisas ferem algo muito íntimo e importante para nós, como um machucado em nossa alma e nas nossas convicções mais profundas: “como algumas coisas podem ter dado tão errado?”.

Tenho pensado cada vez mais o autocuidado como uma questão política. Estar presente, me fazer inteira, para reconstituir uma força de resistência ao meu redor. Num mundo que se faz rude, quero ser poesia. Quero encontrar pequenos prazeres cotidianos que me ajudem a dar sentido à existência e que me energizem para agir no âmbito público.

E isso pode incluir tanta coisa: um banho de ervas, uma pausa para leitura, um filme inspirador, passeio com meus sobrinhos, um tempo para curtir meu companheiro, um almoço em família, estar com as amigas, fazer uma comida gostosa, fazer um monte de nada, Estar em meio a natureza, passear com os cachorros, brincar com os gatos, uma tarde de cuidados com a pele e cabelos, me reconectar coma minha espiritualidade… As opções são infinitas…

A sensação é que essas pequenas coisas trazem um tantão de energia e amor no nosso corpo. E isso é ouro!

Durante muito tempo, fui do tipo de pessoa que achava que o estar no mundo de forma consciente e crítica não combinava com cuidar de mim mesma de forma profunda e amorosa, que não havia tempo para isso, que eu cuidava de mim enquanto cuidava do/a outro/a. Foi somente depois de começar um processo de autoconhecimento profundo, que me dei conta da necessidade de voltar para dentro para estar inteira para mim mesma e para o mundo. Aprendi que cuidar de si mesma não é egoísmo, que dizer não e impor limites também são uma forma – muito importante – de autocuidado. Ainda mais para nós, mulheres, que já vivemos centenas de violências no cotidiano.

Então fica o convite: me conta qual a sua forma atual de autocuidado? Ou o que você gostaria de inserir na sua rotina… Vamos construir juntas uma egrégora de cuidado e amor por nós mesmas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *